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O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
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2020.06.03 13:19 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edicao 2020)

Edit: tem um user nos comentarios falando que eh tudo inventado. Eu apresento as obras e autores para vcs confimarem por si mesmos. Confirmem nas obras e nao caiam no mal caratismo das pessoas.
Antes o papo era que Nazismo eh de esquerda e agora o papo eh que antifascistas sao fascistas. Ou socialismo em geral é fascista. E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia nacionalista. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neoliberalismo).
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase não fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrário do que muita gente pensa, ele não fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala até bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusão final dele eh que o sistema precisa ser substituído ou será substituído naturalmente), mas em geral ele apenas apresenta uma análise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguém concorde ou defenda Marxismo.
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
Para pessoas sem caráter que sempre fala da liberdade de expressão e acusa protestos de minorias e esquerdas de fascismo por serem violentos, mas sempre terminam a conversa demonstrando suas frustrações e intolerância com violência verbal e ataques pessoais, serão ignorados por mim.
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2019.09.17 11:00 jafodes Quais os melhores Bancos em Portugal em 2019?

As circunstâncias e as ofertas vão mudando e como tal este tema carece sempre de atualizações. Pedia que me ajudassem a mim e a outros portugueses a perceber qual é o paradigma atual.
Eu sou mais um jovem de 26 anos, a conta/cartão que uso para o meu dia a dia é do Santander, uma conta #4U. Como me vim a aperceber, após a possibilidade de ter vir a pagar pelo MB Way, tenho vindo a investigar as várias condições disponíveis e como tal percebi que é um roubo o que pago em comissões e manutenção tendo em conta o que há aí no mercado.
Além disso tenho uma conta na CGD (com cartão) desde que nasci daquelas que os pais abrem na altura para os filhos e para ir pondo algum dinheiro de parte. Atualmente não tem dinheiro (estou com uma dívida de 6,75 euros e já vou no 2º aviso) e como tal é so uma questão de tempo até a fechar.
Inicialmente a minha ideia era acabar totalmente com as contas/bancos em bancos tradicionais e domiciliar o meu ordenado para o N26 ou Revolut, assim como passar a executar tudo a partir dessas contas. Infelizmente acabei por perceber que mesmo que conseguisse lidar com o limite de 5 levantamentos grátis mensais (N26) + 200/mes (Revolut) que havia uma data de outras integrações com sistemas controlados pela SIBS (MB Way, bombas de gasolina, etc..)que não iriam permitir uma substituição total de um banco tradicional por um online banking.
1 - Como tal, e após investigar todos os bancos, cheguei rapidamente à conclusão de que tudo se resumia a Activo Bank vs. Banco CTT. A única diferença que encontrei é que o Activo Bank tem uma comissão de 15 cents no MB Way e os CTT não. Além disso, apesar de nao ser muito importante, com os CTT ainda tenho vários balcões por todo o país. Já indo aos detalhes, parece me que não ha nenhuma razao para escolher o ActivoBank em vez dos CTT. Há algo mais que se deva considerar entre o Activo Bank e os CTT? Que outros Prós e Contras não estou a ter em conta?
2 - Recentemente também descobri a existência do Moey! (do CAgricola) qual é o vosso feedback? Para além do que li no site deles, não sei mais nada sobre o assunto. Por ser uma solução portuguesa e pelo que percebi ter acordo com a SIBS, poderia ser esse tal N26/Revolut versão tuga que inicialmente procurava? Considero como uma alternativa válida ao duo ABank/CTT ou ao duo N26/Revolut?
Qualquer outra opção ou ponto de vista são bem vindos.
Muito obrigado desde já pelo vosso tempo.
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2019.04.01 19:55 ThorDansLaCroix Socialismo Conservador (direita), Liberalismo e Socialismo Liberal (Esquerda)

Eu vejo muito ser dito sobre socialismo sendo atribuido a comunismo, e esses dois sendo atribuido ao Nazismo/Facismo, e todos esses sendo esquerda. Ate a onde eu pude entender nessas atribuicoes eh que a esquerda se caracteriza por politicas, governos ou ideologias que visam um estado autoritario e que mata seus cidadoes. Se houver mais caracteristicas que possa ser acrecentao que justifique tais atribuicoes dessas correntes, por favor digam.
Eu ouvindo algumas pessoas (tanto as que se dizem de direita quanto as que se dizem de esquerda), o que me deu a entender eh que elas nao falam ou parecem nao saber do socialismo conservador (de direita).

O termo "socialismo" existe desde a Grecia antiga. Eh citado tanto por Platao em seu livro "A Republica" quento por Cicero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na decada de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam eh o socialismo conservador.
As caracteristicas do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da epoca e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilegio hierarquico social, preservacao das instituicoes como religiao e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservacao do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vao preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vao preferir a democracia palarmentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germanico/Teutonico, tendem a hegemonia nacional (contra imigrantes ou considera imigrante sub-classe ou escravos).
Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes eh contra o capitalismo, mas o contrario, sao defensores do capitalismo corporativista.

Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo eh somente quando ha estado minimo e nao intervenca na economia. Mas na verdade, tal descricao eh do liberalismo e nao do capitalismo (nem todo capitalismo eh liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.

Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadao toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidoes e trabalho para visando a grandeza da nacao (nacionalismo), abre mao da competicao individualista de enriquecimento e acenssao pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posicao social, nao havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nacao.
Independente da vertente, o principio eh que a nacao deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Tem um regente que todos obedecem, tem as partituras que todos devem respeitar (religiao e instituicoes estatais) e tem seus musicos que devem tocar somente os seus instruments (nao tentar ser o que vc nao eh, nao tentar ser melhor que o solista, e focar na sua apticao e trabalho), e o objetivo eh fazer com que musica toque em harmonia.

O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A principio monarquico) eh o Liberalismo que Surge no seculo meados de 1600' com o Ingles John Locke, conhecido como o pai do liberalismo, e que surgiu como briga pela liberdade individual (democracia, liberdade de expressao, direitos civis, liberdade religiosa em que vc pode escolher sua religiao e nao ser obrigado a serguir uma religiao imposta pelo estado ou sociedade, livre comercio que eh a liberdade individual em comercializar, igualdade de genero que se opoem a hierarquia social do conservadorismo social, e propriedade privada).
O conflito entre Socialistas Conservadores (Monarquia) e Iluministas liberais (Democracia) culminou na grande primeira revolucao politica, a Revolucao Francesa em 1789-1799.

Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista comecou junto com o movimento de independencia dos EUA em 1776. A propria declaracao de independencia dos EUA cita que todos os cidadaos, homens e mulheres, sao criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796.
As feministas esquerdistas vao surgir bem depois (apos o surgimento do Marxismo na segunda metado de 1800).

Historicamente a direita eh o que busca preservar ou conservar os principios e tradicoes politicas, economicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os principios tradicionais com novos principios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia e sentavam a direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que incluia os jacobinos citado por Max Weber em "A etica protestante e o espirito do capitalismo") sentavam a esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas).

O termo socialismo em si comecou a ficar mais em voga a partir do monarca austriaco Klemens von Metternich em 1847, que justo com demais monarquistas, comecaram suas campanhas contra o liberalismo.

O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metado de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusao que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Mas antes do Marxismo ja haviam muitos grupos anarquistas (anti-governo) que surgiram apos os principios liberais contra a Monarquia (Socialismo conservados / de direita).

Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na epoca era Monarquico, surgiu o Liberalismo. Ambos Monarcas (Socialistas conservadores) e Liberais eram capitalistas, os liberais defediam um capitalismo e sociedade sem controle do governo e com a liberdade individual, enquanto os Socialistas Consevadores defendiam o capitalismo e sociedade regido e controlado pelo governo, sem muito direitos individuais. E contra ocapitalismo surgiu o Marxismo e seus socialismo de esquerda (Socialismo Liberal).

Quando o sistema liberal democratico e laico passa a dominar e virar norma, esses passam a ser os novos conservadores e assim chamados de direita, pos querem conservar tais normas estabelecidas. O Marxismo (Socialismo liberal/Marxista e Comunismo) que busca acabar com tais normas entao eh esquerda. O socialismo conservador que defende o estado mais patriarcal (monarca, ditatorial ou presidencial em que o presidente tem mais poderes), menos liberdade individual, hierarquia social, etc, passa assim ficar a direita do Liberalismo. Ou seja, o socialismo conservador eh mais conservador e assim mais a direita do que o os democratas capitalistas que defendem a liberdade individual, social e economica.

O Nazismo e Facismo em geral tem origem no Socialismo Conservador. Antes mesmo do Nazismo surgir, Oswald Spengler previu a acencao do Nazismo e Facismo em seu livro publicado na decada de 1920', chamado "Prussianismo e Socialismo" ao qual fala da origem e principios so Socialismo conservador e seu populismo (Nazismo). Lembrando que antes da Primeira Guerra Mundial a Alemanha era monarquica e sua sociedade tinham os principios anti-liberal e pro Monarquico socialista conservador. E por mais que fossem anti-liberalismo eles eram altamente capitalistas sendo o pais mais industrializado e capitalista da epoca.
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre economico pos primeira guerra).

O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo. Ambos sao frutos do Iluminismo Britanico e seu principio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador (ditatorial ou monarquico) que se opoem a liberdade individual e social tanto do Liberalismo quanto do Marxismo.

Karl Marx, antes de vir com os principios Marxistas, ele era um liberal defensor ferrenho do capitalismo. Quando a revolucao liberal comecou a acontecer (Monarquia perder o poder para o sistema politico representativo e laico), as pessoas acreditavam que a populacao eh que teria o poder, ja que os politicos teoricamente representariam e compririam a vontado da populacao. Mas como sabemos, nao eh assim que realmente funciona, e politicos foram vistos como apenas pessoas que tomaram o poder para si mesmos, fingindo representar o interesse da populacao (lembrando que ninicialmente, apos a queda da monarquia, os politicos no poder eram empresarios). Com isso comecou a surgir movimentos anarquistas e demais formas de anti-governo. Ai vem o comunismo.
O comunismo em si defende uma sociedade sem governo (diferente do liberalismo que defende um governo representativo, e do socialismo conservador que defende um governo controlador economico e social, liberdade individual altamente restrita). Qualquer estudo ou obra comunistas deixa isso muito claro.
Da mesma forma que Nazismo (socialismo conservador) nao tem como ser Comunista, o comunismo nao tem como ser socislista liberal (socialismo de esquerda ou socialismo marxista). O socialismo marxista eh visto como uma fase de transicao entre capitalismo e comunismo, e so eh chegado ao comunismo quando nao houver mais governo e o meio de producao pertencer aos trabalhadores que se organizam de forma coletiva e nao individualista.
O socialismo esquerdista eh um sistema que ainda tem governo, mas que so eh completamente implantado quando nao ha mais capitalismo (os meios de producao pode nao tem poder de ninguem mas ou somente do governo ou dos trabalhadores que se organizam coletivamente, e que depois acaba com o governo para se tornar comunismo).

Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo, ou associa capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlacoes.
O liberalismo classico em si eh contra o "pro business". Adam Smith ja dizia que grandes empresarios eram uma ameaca ao Liberalismo e democracia, ja que quando empresas obtem grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo classico se difere do Neo-Liberalismo.
Por mais que muitos hoje digam que o capitalismo so funcina quando nao tem intervencao governamental, os liberais classicos viam que governo eh importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado eh uma demanda do proprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neo-Liberalismo).

Para aqueles que leram ate aqui eu agradeco pela atencao e tolerancia em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu nao estou esperando que haja concordancia).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platao para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo e Nazismo. Da mesma forma que eu nao concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que eh comunismo (ao qual tambem existe inumeras vertentes em que discordam uns dos outros).

Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase nao fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro quase todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrario do que muita gente pensa, ele nao fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala ate bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusao final dele eh que o sistema precisa ser subistituido), mas em geral ele apenas apresenta uma analise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguem concorde ou defenda o comunismo ou socialismo esquerdista).

Para finalizar com uma ultima curiosidade. Algo que todos esses sistemas tem em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, eh que todos eles tem como engrenagem a questao do trabalho. Max Weber explica a implicancia da "doutrina do trabalho" que vem da etica religiosa que passa a fazer parte do espirito do capitalismo (e seu principio meritocratico). O socialismo conservador, principalmente em facismo (e nazismo) tem como principios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupcao social) visando o grandeur da nacao. O Comunismo tem como principio o poder dos trabalhadores que detendo o poder de producao com seus trabalhos abolem o governo e capitalismo.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autonomo que surgiu na italia, que eh contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo eh a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo classico esta fardado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantem tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu nao conheco muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se nao concordar).

Eu nao sou historiador, academico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread despert a curiosidade para que vcs contunuem interessado e pesquisando para buscar mais compreencao e correcao do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo nao concordando).
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2018.06.09 05:05 sagurgel A Quinta Vala - A divina tragédia da traição premiada.

A QUINTA VALA.
A divina tragédia da traição premiada.
A traição jamais obteve tanto espaço nos noticiários quanto nos últimos anos. Contudo, esse ato humano execrável, que pela história da humanidade foi responsável por desencadear crimes passionais, guerras e outras reações extremas, já não desperta mais tantas paixões, e às vezes chega a ser motivadora de reivindicação de prêmios.
Por todo o planeta encontramos infindáveis termos para fazer menção aos que possuem o desvio de caráter que conduz à infidelidade. Na riquíssima língua portuguesa, as variantes superam aquelas vistas em qualquer outra, seja pelas tradicionais expressões contidas no vernáculo, como traidor, traiçoeiro, delator, alcaguete, informante, seja pela linguagem coloquial, a exemplo de traíra, dedo-duro, linguarudo, X-9 etc. Nos países estrangeiros também encontramos termos com o mesmo teor pejorativo, como rat (Estados Unidos da América), sneak (Inglaterra), un homme commère (França), Zinker e 31er (Alemanha). Creio ser arriscado demais tentar fazer uma tradução precisa, sabendo o que dizem os italianos:* “traduttore, traditor*e.".
A origem da traição coincide com o mito da criação do homem. De acordo com os textos bíblicos, Caim, impelido por ciúmes, realiza uma emboscada para ceifar a vida de seu irmão Abel. Todavia, está no Novo Testamento a sua máxima expressão, quando Judas Iscariotes procura as autoridades para delatar Jesus de Nazaré, acarretando a crucificação de um acusado considerado inocente, à luz do Direito Romano. Na concepção cristã, pode-se assegurar que, diante de tantos pecados, nenhum outro veio a ser considerado tão repulsivo quanto esse.
Dante Alighieri, por exemplo, nos versos que compõem A Divina Comédia, representa o mapa do inferno, escalonando-o em diversos pavimentos (círculos) rumo ao núcleo da Terra. Dependendo da iniquidade, os condenados são colocados em um ambiente mais profundo. No nono e último círculo, intitulado Lago Cócite, encontram-se os que se entregaram à traição. Essa instância sombria, por sua vez, é subdividida em quatro valas: a primeira, chamada Caína (alusão à Caim) para aqueles que se voltaram contra os próprios parentes; a segunda, batizada de Antenora, reservada aos traidores da pátria; a terceira, Ptolomeia, para abranger os que insurgiram contra os seus hóspedes e, por fim, a quarta e mais terrível, cujo nome é Judeca (nítida referência ao apóstolo), onde os traidores dos benfeitores expiam por seus pecados na companhia de Lúcifer. Das tre facce do Anticristo, uma separa Judas de Brutus e Cassius. Não seria mera especulação afirmar que, pelos escritos do poeta florentino, consolidava-se a antítese dos ideais de Santo Agostinho sobre o que seria a Cidade de Deus.
Saindo da órbita do cristianismo, a temática se repete em todas as outras religiões. No judaísmo, assim como ocorre no islamismo, a deslealdade repercute severamente no espírito humano. E não haveria como se admitir uma doutrina de fé construída em desacordo com os preceitos éticos das civilizações aos quais aderiram. Até mesmo quando nos aventuramos ao estudo da Mitologia Grega, constatamos que a ira dos deuses normalmente é provocada por uma questão central: a traição.
No estudo da História, mesmo quando orientado pela dialética marxista, percebe-se um enorme destaque às personagens que sucumbiram à vilania da falta de palavra para com os seus confidentes. Talvez o assunto gere certo desconforto aos pesquisadores em geral, por representar tudo aquilo que repudiam no semelhante e em si mesmo.
Durante a segunda etapa de Revolução Francesa, os jacobinos acusaram vários dos seus correligionários de estarem conspirando contra os comitês em troca de privilégios ofertados pela alta burguesia. A insegurança política que conduzia os parisienses à construção de um verdadeiro Estado policial acarretou a execução do corrupto Danton, entre outros ícones do processo revolucionário, como Camile Desmoulins. Pouco tempo depois, a histeria das delações fez os próprios algozes subirem ao cadafalso para terem suas cabeças decepadas. Foi nesse contexto que Charlotte Corday protagonizou o episódio mais emblemático do período, retribuindo ao líder Jean-Paul Marat o terror que havia sido colocado na ordem do dia em reunião extraordinária da Convenção.
Outros fatos históricos da mesma grandeza, que gravitam em torno do tema em tela, marcaram ou mancharam, significativamente, a linha do tempo. Impossível deixar de citar o costumeiro pacto de não agressão, articulado por Joachim von Ribbentrop (Ministro do III Reich condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg), que antecedia a invasão da Wehrmacht ao indefeso país signatário, bem como o escândalo de Watergate, em que um Deep Throat colocava Richard Nixon no dilema entre a renúncia e o Impeachment.
O estudo da evolução política brasileira também esbarra em uma série de inconfidências, ganhando maior notoriedade a que ocorrera em Minas Gerais sob a liderança de Tiradentes. Punido com a estranha e cruel pena capital da “morte para sempre”, contemplada pelas Ordenações Filipinas, o mártir da independência após ser enforcado, teve a sua cabeça arrancada e exposta, espalhando-se os fragmentos do seu corpo esquartejado pelos logradouros públicos. Em contrapartida, o delator Joaquim Silvério dos Reis recebia honrarias de Dom João, sem imaginar que seu nome seria amaldiçoado pela eternidade por seus conterrâneos (desonra para sempre), não obstante tivesse revelado os planos de um homem visto como criminoso pela legislação em vigor naquele período.
Apesar da ideia do óbito em caráter permanente ter sido extirpada do Direito Pátrio com o advento do Código Criminal de 1831, a traição nele permaneceu e perdura até a presente data. Além de configurar uma circunstância agravante genérica, prevista no art. 61 do Código Penal, o vil comportamento se faz presente na Parte Especial entre as qualificadoras do crime de homicídio (art. 121, § 2.º, III) e também como núcleo do tipo penal que leva a rubrica marginal de Patrocínio Infiel (art. 355). Porém, quando interpretada em sentido amplo, a odiosa prática que atinge tanto o particular quanto o Estado, pode ser identificada em trinta e oito delitos inseridos no mesmo diploma legal, como no caso do induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio praticado por motivo egoístico (art. 122, p.ú., I), em que o agente, por exemplo, inculca na vítima o desejo de autodestruição para se beneficiar da herança. Na mesma esteira cabe mencionar diferentes preceitos que indicam mau-caratismo similar, como o Perigo de Contágio Venéreo (art. 130); Violação de Segredo Profissional (art. 154); Bigamia (art. 235); Peculato Mediante Erro de Outrem (art. 313); Fraude Processual (art. 347), entre tantos outros da lei maior em matéria penal e da legislação extravagante. Aliás, por falar em lei especial, é importante assinalar que no Código Penal Militar, no livro que trata Dos Crimes Militares Em Tempo de Guerra, há um capítulo que leva o título Da Traição, no qual para todos os delitos o legislador comina a pena de morte, que no caso brasileiro, de acordo com o art. 56, se cumpre mediante fuzilamento.
Apenas em relação à infidelidade conjugal, a legislação não reage com tanto rigor. No ano de 2005, o adultério foi objeto de abolitio criminis, deixando o mundo do Direito Penal para receber o tratamento do Direito Civil, que, por sua vez, se mostra bastante flexível nesse aspecto. Não há mais o que falar em divórcio por culpa do cônjuge adúltero e, como se não bastasse, as indenizações por danos morais fixadas em valores quase insignificantes vêm perdendo o caráter retributivo e preventivo. Não havendo bens, nem filhos, a dissolução da sociedade conjugal se efetivará em questão de minutos, na frieza dos polos que congela o recinto cartorial. O preço também não representará qualquer empecilho e, certamente, sairá muito mais barato do que trinta moedas de prata. Não seria exagero dizer que estará consumada mais uma traição promovida com um beijo. Aliás, diga-se de passagem, em um mundo onde todos os valores são relativizados, e o dinheiro é reverenciado como deus único, o que dizer da cumplicidade entre marido e mulher, fruto do amor verdadeiro?
O instituto da delação premiada, que vem sendo utilizado como ferramenta estatal no enfrentamento do crime organizado desde o advento da Lei 8.072/90 (Crimes Hediondos) - estendendo-se mais tarde para outras leis específicas, como a Lei 7.492/1986 (Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional), Lei 8.137/1990 (Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo), Lei 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro), Lei 9.807/1999 (Proteção às Testemunhas); Lei 11.343/2006 (Drogas), Lei 12.850/2013 (Organização Criminosa) - entra em uma fase de frequentes ataques na mesma proporção das defesas apaixonadas. Há de se convir que não é tarefa das mais fáceis compreender que, em nosso ordenamento jurídico, a traição pode matar, passar desapercebida ou até ser homenageada.
Para uma corrente doutrinária, o que decidiram chamar de colaboração premiada na última lei acima referida, não passa de um incentivo por parte da administração pública ao nefasto gesto de trair, o que se mostra totalmente incompatível com os Princípios Gerais do Direito. A lei deve possuir conteúdo didático e apresentar princípios cívicos decentes, e não ensinar que o cafajestismo pode ser vantajoso. Se o crime não compensa, a delação não pode recompensar. Além do mais, de todos os integrantes que compõem o grupo de delinquentes, o pior deles é, sem dúvida alguma, aquele que entrega os comparsas à justiça para aliviar a sua própria pele. Trata-se de torpeza repudiada até para quem se aventura às ações delituosas, não havendo espaço para traidores nem mesmo nas penitenciárias onde estão agregados os piores malfeitores. É o estranho, porém notório, código moral do mundo do crime. Vale lembrar o que ocorreu com o mafioso Tommaso Buscetta, que teve dez de seus familiares assassinados em represália ao auxílio prestado à justiça italiana.
Em contrapartida, há quem procure justificar a atitude do traidor com base no finalismo aristotélico, pois se o fim é bom, ou seja, viabilizar o desmantelamento de uma organização criminosa e a cessação de suas atividades com a aplicação de pena aos seus membros, então o meio da delação também o será. Se para o Direito nem a vida tem caráter absoluto, por que o sigilo o teria? Ainda mais quando o evento envolve criminosos... Para esses juristas, o sacrifício da organização, mesmo por intermédio de uma prática execrável, estaria a serviço do bem comum. Advertem que determinados grupos dedicados às atividades ilícitas, que se desenvolvem com requinte empresarial, se não ruírem por dentro, jamais poderão ser detidos por intermédio de práticas repressivas ordinárias. Usam como ilustração a tradição norte-americana de, inclusive, pagar somas em dinheiro ao colaborador por suas preciosas informações. É o modelo de justiça criminal que vem dos remotos tempos da Marcha para o Oeste, quando o governo do Estado Unidos se viu obrigado a delegar aos condados a tarefa de instituírem a sua própria estrutura punitiva para os crimes locais. Daí veio o Wanted Dead Or Live que, de forma mais civilizada, perdura até hoje.
Difícil se chegar a alguma conclusão quando dois argumentos contrapostos estão repletos de razão. Ocorre que para efeito de valoração do ato de dedurar, nenhum deles mostra-se útil. Isso se deve ao fato de não atentarem para o ponto central, ou seja, o que motivou o indivíduo a revelar toda a trama delituosa e a identidade dos concorrentes. Se decide fazer mea culpa pela consciência de ter agido em desacordo com os interesses da coletividade à qual pertence, imbuído da intenção de reparar o dano e amenizar a dor moral que o afeta, a sua responsabilidade não desaparece, mas a mudança de postura justifica a atenuação das reprimendas. Se a lei chamará as benesses aplicáveis de prêmio, a opção semântica não escapa da lógica em nosso ordenamento jurídico de flexibilizar a resposta penal em decorrência do arrependimento posterior. Tal medida há muito tempo é disciplinada nos arts. 16 e 65 do Código Penal, entre outros de caráter excepcional, como ocorre, por exemplo, nos casos de estelionato mediante cheque sem fundo, quando o agente efetua o pagamento da dívida antes do recebimento da denúncia (Súmula 554 do STF).
Entretanto, há casos em que o agente utiliza o instituto da colaboração premiada para se vingar de seus inimigos, imputando-lhes algumas verdades embrulhadas a um punhado de mentiras, que, muitas vezes, nenhuma relação tem com o objeto da investigação. E assim, atingem não apenas a honra objetiva e subjetiva da vítima da infâmia, mas também a própria administração pública, em especial, administração da justiça, fazendo-o incidir no crime de denunciação caluniosa (art. 339 do CP).
Outrosssim, considerando que estamos discorrendo sobre um grave problema enfrentado no Brasil, o que não falta é exemplo pitoresco sobre qualquer tema de natureza jurídica. Já houve, diga-se de passagem, quem se valesse da delação para ganhar muito dinheiro, não como contrapartida do Estado pelas informações prestadas, mas sim de forma indireta, pela qual o indivíduo se beneficia da previsível instabilidade gerada ao mercado financeiro, capaz de favorecer práticas especulativas de toda ordem. Casos como esse, em que o traidor da organização criminosa engana a nação inteira com a sua delação é que provoca a reflexão sobre o lugar onde Dante o colocaria em seu imaginário, ou se nele não haveria espaço para aqueles que traem a própria natureza humana no que diz respeito à capacidade de ser justo e dotado de um mínimo de vergonha.
Sergio Ricardo do Amaral Gurgel é sócio em AMARAL GURGEL Advogados; autor da Editora Impetus; professor de Direito Penal e Direito Processual Penal; e-mail: [email protected]
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2018.04.24 03:15 AntonioMachado [2007] Ulrich Beck - Sociedade de Risco Mundial - Em Busca da Segurança Perdida

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2018.03.23 23:05 harpia-harpyja Ciência no Brasil: falta de dinheiro ou ética?

AVISO: Esse post tem o objetivo de fomentar um debate a respeito de nossa produção científica e da ética e moral na ciência brasileira. É um debate genuinamente polêmico, podendo haver inúmeros pontos de vista divergentes, mas o nosso objetivo aqui é nortear o problema e, talvez, chegarmos a um consenso do que deve ser feito. Estejam livres para discordar ou acrescentar informações como preferirem. Peço aos moderadores liberdade de opinião nos comentários.
É completamente compreensível que você, eu e nós brasileiros estejamos insatisfeitos quando comparamos os resultados de nossa pesquisa com os louros alcançados pela ciência de alguns países como Itália, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, EUA, etc. Nossos cientistas ganham poucas premiações internacionais de peso, vemos poucos resultados sendo publicados na mídia e nós mesmos muitas vezes não costumamos ter interesse em ler ou discutir responsavelmente sobre o que é e quais são os problemas de nossa produção científica. É preciso notar que a ciência brasileira talvez seja um problema muito profundo e sistêmico, possuindo múltiplas faces, não sendo possível resumi-lo completamente sob a ótica de apenas um indivíduo (por favor, comentem).
O primeiro problema da ciência brasileira talvez seja o mais essencial: a tradição. Enquanto a maior parte dos países estrangeiros citados anteriormente tem uma forte tradição científica que data desde meados do século XVI com o nascimento da ciência moderna, nós começamos a modernizar nossa ciência somente a partir do século XX, por volta dos meados de 1950. Os cenários são tão desiguais que basta imaginarmos que, no momento em que nosso território foi “descoberto”, nascia na Europa a ciência moderna, com expoentes como Galileo Galilei; e no momento em que alguns países concluiam as bases do conhecimento da fissão nuclear, estávamos nós dando nascimento à nossa ciência. Portanto, ao discutirmos sobre nosso insucesso científico, não é possível ignorar que estamos pelo menos 450 anos atrasados nessa história. Mas isso justifica apenas parcialmente o nosso atraso científico e apenas nos dá uma ideia ligeira de porque o assunto “ciência” não faz parte do diálogo de nós brasileiros.
Outro problema é que esse atraso realmente é considerado pela ciência internacional ao observarem os resultados de nossas pesquisas. É natural que não tenham tanta atenção e nem muita confiança no que fazemos, pois não temos tradição. Muitos de nós inclusive acham naturalmente melhor seguir cientistas de países tradicionais aos de países ainda imaturos, como o nosso. Na verdade, embora não seja a realidade de toda a ciência mundial, esse é bem o senso comum da comunidade científica. Entretanto, se por um lado os resultados de nossa ciência ainda são em média pouco significativos, por outro lado, qualquer avanço realmente considerável em nossa ciência pode ser previamente subestimado pela comunidade científica. Essa talvez seja uma das razões porque nossa ciência ainda não ganhou um Nobel, já que, muito embora nossos cientistas na média realmente não cheguem a resultados extraordinariamente inovadores, existem, SIM, expoentes internacionalmente reconhecidos e respeitados. Só para citar alguns poucos nomes mais atuais, sem ordem de importância: Thaisa Bergmann, Mayana Zatz, Marcelo Gleiser, Miguel Nicolelis, Suzana Herculano-Houzel, Artur Ávila, Duília de Mello, Marcelo Viana, Celina Turchi, Niède Guidon, entre outros. Com isso, é notável que, embora ainda muito novos na ciência, nós temos sim a capacidade de produzir mentes brasileiras criativas e com alcance internacional.
Mas, se temos essa capacidade, por que a ciência no Brasil ainda não funciona bem no seu âmbito global? Se um cientista brasileiro respeitável for questionado sobre esse assunto, ele muito provavelmente te dirá que antes de lhes faltar dinheiro, lhes faltam ética e moral científica. Vejam bem, talvez o problema não seja só dinheiro, como muitos dizem. Ética e Moral, nuances filosóficas de nossa existência que, se formos mesmo verdadeiros, a maior parte de nós – excetuando, os leitores obviamente – sequer chegamos a ter na vida e algo que, por extensão, não observaríamos em certos cientistas brasileiros. Não vou entrar em muitos detalhes técnicos, mas muitos brasileiros que se dizem “cientistas” na verdade estão muito longe de o serem de verdade. Para simplificar, na ciência brasileira, por muito tempo se beneficiou os cientistas pela quantidade de publicações que produziam e não por sua qualidade. E é incrível como certos “cientistas” arranjaram, de fato, maneiras de explorar esse sistema para ganhar fama e dinheiro, baseando-se em inúmeras imoralidades centíficas; o famoso “jeitinho brasileiro” de que tanto odiamos, mas que tanto reproduzimos (Vejam as críticas de Gilson Volpato para maiores informações). Esse sistema de bonificação por quantidade foi tão falho, que atualmente, com os recentes cortes financeiros sofridos, as agências de fomento de pesquisa, como CAPES e CNPQ, estão repensando a maneira como avaliam a ciência brasileira e a maneira como gastam nosso cofre público com ela.
Além disso, para ilustrar a situação, darei um pouco da minha perspectiva pessoal sobre contradições que observo na ciência brasileira partindo do instituto e da universidade pública federal dos quais faço parte – não darei nomes por motivos de privacidade. Muito embora nacionalmente conhecido, vejo irresponsabilidade, desperdício e administração duvidosa no meu instituto. Vejo professores muito incomodados dizendo que não falta dinheiro, mas o que falta e muito é a qualidade de trabalho e organização dos setores administrativos e falta de responsabilidade por boa parte dos cientistas aqui presentes – devo frizar que NÃO SÃO TODOS, felizmente. Darei 6 exemplos revoltantes, só pra ilustrar: 1) é possível notar que determinados professores jogam fora equipamentos que estragaram por motivos pequenos, ao invés de doá-los a laboratórios não tão favorecidos e que de muito bom grado os consertariam; 2) verbas muito estratégicas foram perdidas porque a administração cometeu o erro crasso de esquecer de datas de protocolação do pedido; 3) a administração prioriza sua política a determinados departamentos próximos de si em detrimento de outros que lhes são por interesse mais distantes; 4) cientistas que roubam ideias de alunos e dão o mérito para si ou outros; 5) cientistas que dão aulas sobre o que querem e não sobre o que precisa ser dado; 6) cientistas que só publicam ciência Aplicada e se esquecem da importância existente na ciência de Base e vice-e-versa. Eu poderia ficar o dia inteiro enumerando os problemas, mas ficarei apenas nisso para apenas lhes mostrar que, em alguns lugares, ciência é uma novela realmente muito complicada.
No entanto, se a ciência no Brasil é problemática, valeria mesmo à pena investir na ciência por aqui? Valeria sim. E isso, porque não teríamos muita saída. Se observarmos a história de qualquer país desenvolvido, a preocupação com a ciência sempre é um dos pilares centrais do início de seu crescimento, vide o Japão, por exemplo. Como já dizia a velha expressão e com propriedade: "conhecimento é poder". É a única maneira de deixarmos de ser um país majoritariamente exportador de commodities e de garantirmos que, no futuro, não sejamos tão facilmente influenciados ou dominados por outras nações. Atualmente, as nações desenvolvidas ainda ditam muito o nosso destino, mais do que nós realmente gostaríamos e, fazendo nosso mea culpa, tudo simplesmente por nossa causa. Precisamos parar de imaginar que o problema seja sempre “o outro” e devemos trazer a responsabilidade para nós mesmos se quisermos modificar algo.
Aspirantes a cientistas e cidadãos brasileiros, nós precisamos acreditar que a ciência tem saída, por nosso país. Mas antes de sequer pensarmos em superação, há elementos prévios de que invariavelmente precisamos para alcançarmos um desenvolvimento científico que realmente ajude nosso país. Quais seriam eles em sua opinião?
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